Nesta temporada, o Podcast Aptare aborda uma das questões mais importante para pessoas de terceira idade: a moradia. Confira os episódios.

Temporada 4 – Episódio 1: Daqui não saio! Quero ficar na minha casa, é possível?

O Estatuto do Idoso assegura às pessoas com mais de 60 anos o direito a “moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada”. Mas para muitos idosos, a questão que se coloca é qual a melhor forma de exercer este direito. Afinal, a vida pode mudar por vários motivos: a saída dos filhos da casa, viuvez, aposentadoria, sensação de solidão.

Por isso, essa temporada do Podcast Aptare  debate as opções de moradia para quem passa dos 60. Esse primeiro episódio fala sobre o envelhecer em casa. Será que dá para continuar morando na mesma casa em que se viveu por décadas? E, se for necessário se mudar, o que procurar no novo espaço?

Para discutir esse tema, Carolina Negreiros, de 64 anos, relações públicas e consultora de comunicações conta como foi, depois de morar 15 anos em uma espaçosa casa de 200 m2,  mudar para um apartamento de 90 metros, onde mora sozinha. Também participa do papo a arquiteta e especialista em gerontologia Flavia Ranieri.

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Temporada 4 – Episódio 2: Mi casa, su casa, literalmente: vivendo em comunidade

A moradia compartilhada começa a ganhar a atenção da geração 60+. Os chamados cohousing, condomínios exclusivos para idosos, se tornaram uma opção atraente por proporcionar maior interação social, construção de uma rede de apoio e redução de custos pelo compartilhamento de recursos comuns. Há também o coliving, ou seja, o compartilhamento de uma mesma casa por moradores 60+.

Parece simples, mas não é. Muito antes de se comprar o terreno e começar a construir, quem se interessa por esse conceito de moradia precisa entender que ele vai muito além de uma casa. Ele envolve um estilo de vida e a construção de uma comunidade.

Para discutir o tema, o programa recebe Lilian Avivia Lubochinski, arquiteta e urbanista estudiosa das soluções arquitetônicas para o tempo da velhice, e Bento da Costa Carvalho Júnior, professor aposentado da área de engenharia da Unicamp, ex-diretor da Associação de Docentes da Unicamp e atual membro da Diretoria da Associação de Moradores da Cohousing Sênior Vila ConViver.

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Temporada 4 – Episódio 3: Asilo? Oba! É pra lá que eu vou!

O título deste episódio pode parecer estranho, mas temos boas notícias: as coisas mudaram muito em termos de instituição para idosos.

Hoje o termo “asilo” está em desuso. Esta palavra, ainda agora, faz qualquer pessoa pensar em casas pouco limpas que abrigam idosos de baixa renda, verdadeiros depósitos para velhos abandonados. Infelizmente, ainda há casas assim pelo país. Mas as ILPIs (instituições de longa permanência para idosos), como essas residências agora são chamadas já começam a ser vistas com bons olhos. E, sim, há pessoas que escolhem uma delas para morar por livre e espontânea vontade, como veremos neste episódio.

Para contar sua experiência, convidamos a artista plástica Alda Torres Amado, de 96 anos, e que decidiu viver em uma ILPI há 1 ano. Para nos ajudar na discussão, junta-se a nós Margherita Cassia Mizan, psicóloga, mestre em Gerontologia e anos de experiência em ILPIs.

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Temporada 4 – Episódio 4: As ofertas de moradia pública

A falta de moradia adequada é um problema crônico no Brasil. São cerca de 33 milhões de brasileiros sem ter onde morar, segundo a Organização das Nações Unidas. Faltam quase 7 milhões de moradias no país, conforme dados da Fundação João Pinheiro sobre o déficit habitacional no Brasil.

A situação atinge também a população idosa, mas ainda são poucas as iniciativas públicas voltadas especialmente a essa população. O mais comum ainda são as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs). São 3.548 cadastradas no Ministério da Cidadania. Desse total, apenas 235 são públicas, bancadas pelos governos federal, estaduais ou municipais, ou mistas, quando há algum outro tipo de financiamento junto.

No entanto, há também outras iniciativas interessantes, ainda que em pequena escala, como o Programa Cidade Madura, um condomínio público em João Pessoa (PB) totalmente adaptado para os moradores idosos, e as repúblicas para idosos em Santos, no litoral paulista.

Para falar sobre essas possibilidades, convidamos Yeda de Oliveira Duarte, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenadora do estudo SABE – Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, que também coordenou um estudo nas instituições de longa permanência para idosos registradas no Censo SUAS – Sistema único de Assistência Social – do Ministério da Cidadania. Também participa da conversa Maria Aparecida Amato Costa, de 74 anos, que reside na Vila dos Idosos no bairro do Pari, em São Paulo.

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