topo

 

 

*Texto publicado na edição 25 da Revista Aptare

A exposição comercial do XXI Congresso da IAGG aconteceu ao longo de todo o evento, com mais de 100 expositores, entre universidades, empresas de serviços e produtos voltados para idosos e entidades representativas do setor. Uma novidade, porém, se destacou, em especial aos olhos de pesquisadores de países como o Brasil, que enfrentam grande dificuldade em obter dados confiáveis e pesquisas populacionais já prontas: algumas instituições e universidades estavam ali para apresentar banco de dados de uso gratuito com informações de diversos países, incluindo o Brasil.

Para ter acesso aos dados, os bancos exigem, em geral, apenas um cadastro do pesquisador, no qual devem constar os dados pessoais e da instituição à qual se vincula a pesquisa. A liberação do cadastro e o acesso aos dados podem levar, em alguns casos, até dois dias úteis, pois há uma breve avaliação, que, segundo os responsáveis presentes no IAGG, não tem como objetivo vetar ou coibir o uso das informações, mas apenas conhecer o objetivo do estudo, que deve ser sempre acadêmico e com fins educacionais ou de pesquisa. As instituições pedem que as pesquisas feitas com os dados, depois de publicadas, sejam enviadas para conhecimento e arquivamento, embora isso não seja obrigatório.

Conheça os bancos de dados:

 IPUMS Internacional

Ligada ao Minnesota Population Center, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, o IPUMS reúne 301 censos de 85 países, totalizando informações sobre mais de 670 milhões de pessoas. Do Brasil, os dados disponíveis são dos censos de 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010. Os dados referentes aos Estados Unidos são mais completos e com mais de uma fonte de origem, bem como acrescidos de algumas análises geográficas e sociais. A vantagem de usar os dados via IPUMS – e não diretamente, por exemplo, do IBGE – é o tratamento prévio dado pela entidade, possibilitando pesquisas comparativas e a geração de infográficos e tabelas automaticamente.

O projeto já custou cerca de 140 milhões de dólares, com verbas do National Institutes of Health, da National Science Foundation e do Food and Drug Administration (FDA).

Acesse: https://www.ipums.org/

Health and Retirement Study (HRS)

O projeto, da Universidade de Michigan, com fundos do National Institute on Aging (NIA) e da Social Security Administration dos Estados Unidos, reúne dados e pesquisas a respeito de saúde, trabalho e aposentadoria. A contribuição brasileira, o Brazilian Longitudinal Study on Ageing and Well-Being, está sendo feita por pesquisadores de diversos institutos e universidades brasileiros, com fundos do Ministério da Saúde e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Já estão compilados dados de diversos países, além dos Estados Unidos, que podem servir como base para pesquisas ou para comparação em estudos. O objetivo é que os dados de cada país sejam atualizados a cada dois anos, com financiamento do NIA e do governo local.

Acesse: http://hrsonline.isr.umich.edu/

ICPSR

Esse banco de dados, ligado à Universidade de Michigan, é fruto de um consórcio internacional formado por mais de 750 instituições acadêmicas e reúne mais de 250 mil arquivos de pesquisas em diversos temas ligados às ciências sociais e de comportamento – entre deles, o envelhecimento. Parte dos dados é aberta e está disponível para download imediato a partir do site – outros precisam de cadastro e aderência a um termo de responsabilidade.

Acesse: http://www.icpsr.umich.edu/icpsrweb/

National Longitudinal Surveys (NLS)

O programa, ligado ao U.S. Bureau of Labor Statistics, reúne informações sobre mercado de trabalho ao longo das últimas décadas e dados significativos da vida de homens e mulheres nos Estados Unidos, como educação, condição física dos trabalhadores, estado civil, aposentadoria, entre outros. A pesquisa mais antiga data de 1966.

Acesse: http://www.nlsinfo.org/